Aos moldes de malfim...
Postado em 28/04/2008 às 01:06
Chamo-me Rafaela e tenho 18 anos.
Gosto de Direto e amo o Rio Grande.
O rio grande, não o Brasil.
Sou louca a maior parte do tempo e me faço de normal no resto do mesmo.
Sou louca, feliz por demais, calma e gosto de seriedade para certas coisas.
Faço piadas com o sério o tempo todo muito embora concorde com várias idéias das quais faço graça.
Não gosto de comentários desistentes e peleio para mudar os pensamentos, mas as vezes a força falha e eu mesmo largo de mão.
Talvez por ser engraçada mas ao mesmo tempo séria que algumas pessoas criam certa animosidade em relação a minha pessoa. O mesmo motivo vale para os grupos sociais dos quais eu faço ou já fiz parte.
Tenho uma certa obstinação e confesso uma teimosia extrema. Variações psicodélicas são comuns, embora seja mais serena do que violenta, e fique claro, não uso drogas, apesar de as vezes um alcool ocasional caia muito bem.
Freud não explica.
Darwin se jogou do sexto andar.
Tento ser sempre uma boa pessoa, apesar de não dar folga quando se trata de regras nem para amigos, muito menos para os animigos. Penso que algumas pessoas abominam tal atitude. Faz parte.
Não tenho preconceitos e o costume de julgar as pessoas. Mas as vezes o pré julgamento se faz necessário.
Sou em mesma, mesmo com aqueles que são mais falsos que cachorro se fazendo passar por gato.
Tome as decisões que quiser mas se quebrar as regras pode ter certeza, estarei lá para te encomodar.
Preocupação com a minha integridade física e mental,não tenho nenhuma. A loucura faz parte e não fosse por ela a muito tinha me atirado da janela (igual ao pobre Darwin).
Preocupação de concertar na hora a porcaria que você fez.
Assim como o mestre Ferreira Gullar, eu não quero ter razão. Eu quero é que se respeitem as normas de qualquer lugar.
Não se acanhe e fale o que quiser comigo. Seja transparente e sincero (se não for acredite...saberei) Sou uma PESSÍMA ouvinte mas quando afim, uma ótima falante. Meu humor é sereno, mas as vezes vico tão furiosa que as pessoas se afastam sem nem olhar pra trás. minha reação nunca é nula e levo tudo que ouço em consideração.
Tenho incontáveis manias estranhas. E gosto delas. Elas me fazem quem sou.
Chegar atrasada não é do meu feitio, mas as vezes acontece.
Sou muitas vezes chata, obstinada e TEIMOSA.
Sou a guria que fala o que você não quer ouvir, mesmo correndo o risco de ser chamada de grossa. Goste ou não saiba...se a roupa for feia eu vou dizer "tu parece uma porca montade nun cabrito". Doa a quem doer.
Tentei tocar piano, mas a música não é pra mim... impaciencia me toma conta.
Rôo unha, mas tento parar. O Pedro vive batendo na minha mão e gritando 'PARA'.
Amo intensamente e odeio temporariamente. Mas a indiferença teima a persistir.
Sou uma eterna romantica, muito embora não ame ninguém.
Velejo entre o sinismo extremista e a ignorancia máxima.
Todo dadaísta é niilista, experimentalista, espontâneo e trabalha com o acaso. Coisa que não sou.
Acaso este que protesta contra a guerra. Mas deseja a separação.
A guerra da existência humana em meio ao mundo contemporâneo. A ignorancia do escravismo.
Mundo contemporâneo o qual os seus valores são aleatórios como se sorteados numa partida de lince. Valor esquecidos. Oh triste fim, civilização perdida. Planeta não dos macacos, mas dos pasmados.
Quero me formar na faculdade. Estudar, estudar e estudar. Superar-me.
Ao mesmo tempo ter responsabilidades e tempo livre. Mas acima de tudo liberdade. Vida. Viver e não estar viva.
Dinheiro e conforto pra minha família. Liberdade para mim.
Presença.
Sou um pouco chateada demais as vezes.
Contraditório também. Extremamente.
Afirmo o que nego e crítico o que defendo.
Nego o que não cheguei ainda a afirmar. Ralho com situações que costumo participar.
Mas pode ter certeza que o momento vai chegar.Liberdade. República.
Tenho sonhos, aspirações e medos.
Medo de não ter realizações. Aspirações de ver mudanças. Sonhos de voltar no tempo. Mudar o que não dá. Reviver o esquecido. Crescer, evoluir, viver.
Tenho muitos defeitos e poucas qualidades. Defeitos exaltados, qualidades esquecidas.
Frases de efeito e duplo sentido fazem o meu dia, mas não minha existencia.
Assim como todo mundo de 18 anos, penso bastante no futuro. Mas diferentemente de muitos de 18 anos, penso no país, na política, na revolução vindoura. República.
Da mesma forma que toda mulher de 18 anos, quero ter muito dinheiro.
E como todos os homens de 18 anos, quero poder.Mas ao invés de poder pelo poder, poder para mudar a imutavel sociedade. A intensa pasmice.... a ignorante escravidão.
Não sou de forma alguma, feminista. Tampouco machista.Sou de tudo e todos, mas não sou facíl
Só tento ser realista. E sou. Ah se sou. Generalizando as vezes, é verdade. Pero apenas para alcançar objetivos comuns.
Prezo o Carpe Diem. Mas penso que ele foi esquecido
E, como Lucrécio, De nihilo nihil.
Meu conhecimento e cultura ainda serão fundos como uma poça. Espero o mesmo de você.
E, por enquanto, os livros e a Internet são a goteira encima desse projeto de poça. Livros facéis e dificeis, pero importantes. Internet das horas de fina distração, risadas e contentamento.
Mesmo assim imagino que saiba mais do que a maioria, que é seca de sentimentos, mas não de plenitude.
Minha ignorância é como o peso do ar. Minha teimosia me condena e meu jeito nada delicado é abertura para julgamentos.
Você acha que é pouco, mas é maior do que imagina. Eu sou mesmo isso, nada mais.
Mas como todo jovem de 18 anos,
Só quero levar uma vida em que tenha mais momentos felizes do que tristes
Mais boas memórias que memórias ruins
Mais sonhos que pesadelos
Mais reconhecimento que cobrança
Mais beijos e menos tempo em filas
Menos estática e mais ação
Mais república menos país.
Mais igualdade e menos corrupção
Mais peleia e menos choros
Mais bandeira e menos revolta..
aliás, mas revolta e menos conformismo
Porque entre o dia em que nasci e o dia que morrerei,
Tudo que está no meio é nosso. Nosso fracasso como sociedade, nosso legado triste, nosso futuro perdido e passado para nossos filhos.
Meu e de quem roubou meu coração. Meu é de quem pelear ao meu lado não por um mundo melhor, utopia, mas sim por um ser humano melhor, a busca pelo infinito. Pelo legado. Pela realidade. Pela paz. Mas acima de tudo, por nós mesmos.